Quando pensamos em decoração, logo vem à mente quais os móveis, os objetos decorativos, as proporções e, claro, a paleta de tons vamos escolher. Porém, o que nem sempre é considerado é a temperatura das cores escolhidas para a iluminação, e isso faz uma enorme diferença no ambiente.

Se você quer valorizar sua decor e proporcionar uma sensação de bem-estar em todos os cômodos, precisa saber como aplicar as tonalidades certas de luz em seu projeto. E acredite se quiser, o uso da temperatura correta na iluminação é capaz de transformar qualquer espaço e potencializar sua funcionalidade. Quer descobrir como isso funciona? Confira o que preparamos sobre o assunto!

O que é temperatura das cores, afinal?

Indo direto ao assunto, a temperatura das cores nada mais é do que a cor da luz, ou seja, não tem nada a ver com o aquecimento da lâmpada. Isso quer dizer que as fontes de luzes emitem uma tonalidade perceptível, que pode ser mais amarelada (quente) ou mais azulada (fria).

A luz incandescente, por exemplo, emite um tom mais amarelo, não indicado para todos os cômodos. Como as lâmpadas tradicionais vêm sendo substituídas pelo LED na cor branca, que é mais econômico, você deve estar se perguntando qual a razão de ter que identificar a temperatura, não é? Mas mesmo o LED branco tem variações de temperatura, apresentando as tonalidades frias, neutras e quentes.

Também é preciso saber que o conceito de cores quentes e frias também não se relaciona com a potência da lâmpada, ele está diretamente ligado às sensações e aos estímulos que essas iluminações provocam. Daí, a importância de conhecer bastante sobre o assunto, antes de iluminar sua casa.

Qual a iluminação para cada ambiente?

Para escolher a temperatura da iluminação de um ambiente, existe uma dica simples: cores quentes para lugares de descanso e frias para locais dedicados aos afazeres diários.

Na sala de televisão ou de estar, no quarto e naquele espaço de relaxamento da casa, a tonalidade da lâmpada deve pender mais para a temperatura quente, que terá um fundo amarelado. Essa dica também vale para estabelecimentos comerciais que pretendem criar um ar de sofisticação e aconchego para os clientes.

Agora, em locais onde você pratica atividade que precisam de concentração e atenção, a luz deve ser branca, podendo ser neutra ou azulada (fria). Esses tons nos despertam. São sempre opções para a cozinha, lavanderia, home office e banheiro.

Às vezes nem percebemos, mas a variação de temperatura incide diretamente sobre nosso humor e disposição. Você já notou, por exemplo, como a luz do sol varia? De manhã é mais amarela, quando estamos acordando, à tarde é bem forte e azulada e ao final do dia volta a ser amarelada. Isso ajuda nosso corpo a regular suas funções, o mesmo acontece com a iluminação artificial.

Como escolher a temperatura de cor?

Agora que você entende a importância de optar pela temperatura ideal das cores, precisa saber como colocar tudo isso em prática, não é mesmo?

Para escolher o tom da lâmpada, é necessário saber de antemão que a temperatura de cor é medida em Kelvin (K). Essa medida varia em 1.500K e 10.000K. Quanto mais próximo a cor da iluminação estiver dos 1.500K mais azulada será a luz. Se o tom estiver mais perto do outro extremo, a luz será mais quente.

A tonalidade mais quente, por remeter ao relaxamento, pode ser utilizada indiretamente no teto ou em luminárias de chão ou em móveis. Já a cor fria costuma ser aplicada diretamente nos lustres e em luminárias mais direcionadas.

Percebeu como os projetos luminotécnicos são essenciais para garantir um ambiente realmente agradável? É preciso relacionar a temperatura das cores às funções dos espaços e também saber como escolher e alocar a iluminação, garantindo mais conforto no seu dia a dia.

Já acertou na temperatura das cores? Então, aproveite para adicionar mais estilo à sua decoração e confira um artigo sobre a tendência da pintura geométrica.